domingo, 11 de novembro de 2018

O Moderno Príncipe Industrial

O moderno príncipe industrial
José dos Santos Rodrigues
Introdução
Os Empresários e a Educação: um estudo sobre a confederação nacional da indústria

O âmbito da problemática
Décadas de 80 e 90: empresariado ingressa no debate educacional;
- binômio modernização-qualificação profissional
- empresários: assumiram a defesa de um modelo de formação profissional mais moderno; conceito de globalização da economia; qualidade ocupam lugar de destaque na defesa pública do valor da educação.
Burguesia industrial: tomam bandeiras que outrora era da classe trabalhadora (universalização da educação geral básica)
Concepçãoes formação profissional:
- homem integral?;
- bandeiras de ensino geral e formação profissional politécnica passado para as  mãos das frações da classe dominante mais 'esclarecidas'?
Burguesia Brasileira
Por um lado:
- mostra a sua face humana: defende o valor (econômico) da educação,
   * educação integral;
   * inevitabilidade de uma qualificação profissional de caráter polivalente
- o empresariado industrial ataca os direitos trabalhistas e previdenciários
   * além das garantias sociais em geral.
   * desabuso nas férias remuneradas dos trabalhadores.
Flexibilização das conquistas sociais: seria inevitável, dada globalização e falência do Estado do Bem-Estar-Social.

2 questões (proposição das classes empresariais):
1º lugar: bucar respostas que identiiquem os motivos dessa imensa participação da burguesia nos debates educacionais e nas ações educacionais;
2º lugar: urgência em explicitar as posições dos homens de negócio, ultrapassando a superfície do discurso das propostas empresariais para a educação da classe trabalhadora brasileira.

Meados 70: economistas, historiadores e sociólogos, apontam as rápidas e intensas modificações do capitalismo internacional.
Anos 80: Brasil = década perdida: economistas falam que o país ficou mergulhado na crise econômica. Palco de grande crise econômica e social do capital.
Dinâmica de Acumulação do Capital: profundas modificações, Brasil solidário a este movimento metamórfico do modo de produção capitalista.
"Não é por acaso que existe uma relação entre as mudanças nas bases materiais das produções da vida humana e as formas de se pensar a formação humana. (p. 20)

Mesmo não vivendo em época de revolução social: [...], "é forçoso aceitar que passamos por uma época de profundas modificações da base econômico-material de produção da vida, e por conseguinte, das formas de sociabilidade capitalista." (p. 21)

Mudança de Estrutura: não se dá de forma automática.
O futuro precisa lutar para emergir do passado. [...] (p. 21)
Classes dominantes: precisam visão hegemônica sobre as causas da crise, [...] proporem alternativas para a sua superação (sem romper com a produção-acumulação da mias-valia.
Ou seja, construir um discurso científico, político e filosófico.
Luta pela hegemonia (momento): "sobre o passado, através do qual se busca assegurar a continuidade das regras capitalistas mais gerais da produção da vida social.

Os Pesquisadores em Educação:
- buscam entender criticamente as posições dos empresariados - relação trabalho-educação (SENAI - SENAC, CNI e CNC.
- são bastantes conhecidas as análises das práticas pedagógicas implementadas junto ao chão-de-fábrica (produzidas por educadores e as do campo da sociologia do trabalho);

- CNI (1938): não foi suficiente estudada pelas ciências humano-sociais, campo educacional;
* [...], os estudos até aqui divulgados trataram o pensamento pedagógico empresarial de forma bastante tópica, analisando um ou outro documento de maior repercussão no campo educacional. (p. 22 -23);

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